31 julho 2005

Os projetos em fase de promoção e articulação

Os projetos em fase de promoção e articulação em diversos estágios para consolidar a INCLUSÃO SOCIAL envolvendo todos os setores e agentes na perspectiva da sustentabilidade.
LINHAS DE DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS
Projeto 1 - Portal das Águas no Varginha (Identidade e Turismo)
Projeto 2 - Cooperativa Oficina do Vidro (promoção do artesanato)
Projeto 3 - Ciclovias de Parelheiros a Colônia (primeira etapa)
Projeto 4 - Casa de memória da migração (Alemanha, Japão, Diversidade)
Projeto 5 - Inclusão Digital (buscar mais portas para a Internet)
Projeto 7 - Formação e Qualificação para a Economia Social Sustentável
Projeto 8 - Viveiro Mata Atlântica
Projeto 9 - Sistema de Conserveiros de Vias Rurais
Projeto 10 - Cooperativa de Manutenção de Vias Urbanas (base Frente de Trabalho)
Projeto 11 - Cooperativa de Coleta e Reciclagem de Resíduos Sólidos (base coleta seletiva)
Projeto 12 - Central de Cooperativa de Administração e Desenvolvimento (administração)
Projeto 13 - CENTRO de Cidadania da Mulher (Aprovado União Européia, Secretaria Participação)
Projeto 14 - Fábrica Verde (Parceria EMAE, Secretaria do Trabalho)
Projeto 15 - Agricultura em área de Mananciais (Manejo silvicultura reestruturação Casa Agricultura)
Projeto 16 - Implantação de Bibliotecas (Secretaria Cultura Estado)
Projeto 17 - Festa Anual de Parelheiros (Comissão Permanente de Eventos)
Projeto 18 - Promoção da capacidade de gestão Associações Setoriais Territoriais
Projeto 19 - Acompanhamento impactos do RODOANEL e fontes compensatórias
Projeto 20 - Aperfeiçoamento e profissionalização dos Servidores
LINHA DE PROGRAMAS PERMAMENTES
Os 5 Eixos de Governo Local
1) Turismo;
2) Economia Rural;
3) Saneamento sustentavel;
4) Inclusão Social com reciprocidade;
5) Gestão Pública Participativa.

PARELHEIROS: POLÍTICA DE PROMOÇÃO DA PARTICIPAÇÃO SOCIAL

1-Contextualização

Convém sempre ressaltar que Parelheiros e Marsilac constitui território peculiar no contexto da metrópole paulista, tanto pelo baixo índice de IDH, distancia do centro administrativo, como pelo peculiar adensamento populacional de cerca de 8% ao ano.
Com cerca de 200 núcleo povoados (com característica de bairro), gerou um tipo de liderança voluntário ou profissionalizada que organiza as demandas ao poder público (Subprefeitura), o que é relativamente fácil devido a elevada carência.
Embora exista mobilização para reivindicar, presença constante das denominadas lideranças canalizando pedidos, o “fator comunidade” é baixo e o “capital social” é frágil, se observa o mesmo grupo presente nas inúmeras atividades:

  • São 184 membros de Conselhos Gestores de Saúde;
  • Cerca de 70 agentes comunitários de saúde;
  • Inúmeros conselheiros em Conselhos Escolares;
  • Para o Conselho Tutelar participaram 67 candidatos para 5 vagas;
  • Conseg;
  • Conselho da APA Capivari Monos.

Não existem associações de representação de categorias econômicas (empresários, comerciantes, sindicatos, etc). Só em 21 de julho, na segunda reunião promovida pela Subprefeitura, se constituiu uma Comissão Organizadora. Os partidos políticos se expressam através de assessores. Movimentos mais abrangentes surgiram recentemente, Fórum Novos, Rumos para Parelheiros, Movimento Popular de Saúde, mas as lideranças se duplicam. O Conselho Gestor da APA Capivari Monos tem tentado ser um novo protagonista com apoio do Estado.

2-Uma linha de promoção da participação

Em função das demandas constantes, se orientou realizar Plenárias com audiência aberta nos Bairros aonde emergem as demandas. No bairro a Subprefeitura expõe sua linha de trabalho e abre a escuta para os pedidos e reclamações. Ali mesmo se busca estabelecer um pacto de compromisso e é indicada uma “Comissão de Acompanhamento” em função das demandas. É estabelecido um cronograma tentativo e a Comissão passa ser a referência para a plataforma estabelecida, sempre buscando estabelecer compromissos de parte da comunidade, em tarefas como: limpeza, conservação, manutenção de praça, higiene, etc.
O desafio é criar uma referência democrática no território, que tenha iniciativa e possa se constituir em um embrião de planejamento local e informações sócio-ambiental, pois as Associações existentes, geralmente são constituídas sem sócios, de uma diretoria frágil e sem funções de planejamento ou divisão de trabalho por área como: cultura, esportes, festividades, pesquisa, etc.
A Subprefeitura está oferecendo informações sobre cursos, projetos, mas só de 20 a 30% das associações tem esta perspectiva.
A FESTA DOS 178 ANOS foi oportunidade para estimular participação em uma Comissão de Festas e estabelecer contatos de promoção de organização.

3-As atividades institucionais de promoção da participação

Mesmo com cargos congelados, sem recursos, Parelheiros, participa ativamente e inscreveu mais de mil atletas nos JOGOS DA CIDADE. Promoveu atividades do AGITA SAMPA e mobiliza vários Núcleos Sociais, promoção da participação dos idosos. Aprovou um projeto para o Centro de Cidadania da Mulher com URBI-AL.
O foco da plenária é no território e por categoria de interesse, plenária multisetorial e de todos os bairros, de lideranças de associações só tem utilidade para palanque político partidário, reforça o clientelismo instaurado, sem construir organização cidadã. A linha sempre é construir o compromisso recíproco, com responsabilidade do poder público e da comunidade.

Walter Tesch/maio 2005

PARELHEIROS: A AMAZÔNIA QUE ESTÁ AQUI

Walter Tesch (*)
A Amazônia hoje é parte da agenda global, devido a sua importância na rede de sustentação da vida no planeta. Está, portanto, inserida no circuito global de múltiplos significados e objetos das mais díspares propostas no plano internacional e nacional.
Aqui em São Paulo, menos de 40 Km da Praça da Sé, está a nossa “Amazônia”, um enclave regional com especiais peculiaridades que se destacam do conjunto da sociedade paulista, desconhecida da mesma. Trata-se dos distritos de Parelheiros e Marsilac sob gestão da Subprefeitura de Parelheiros. Uma reserva com condições naturais que ainda propicia a manutenção dos mananciais que produzem 30% da água utilizada pela metrópole, contendo restos da Mata Atlântica, constituindo-se um patrimônio ambiental que evidentemente, guarda as devidas proporções, pode ser assemelhado, no nível micro regional, a um sistema social e natural com semelhanças da Amazônia do norte do Brasil, tanto no potencial, virtudes, problemas e perspectivas.
Similar a Amazônia, na região de Parelheiros, a população se encontra entre os mais baixos índices de pobreza rodeada de um enorme patrimônio. As necessidades vitais e imediatas se sobrepõem e dificultam visualizar as necessidades vitais estratégicas, tanto da população residente como do entorno. A estrutura da propriedade fundiária, tal como na Amazônia é ambígua, com pouca transparência dificultando a defesa o manejo e uso do solo adequadamente, permitindo uma similar grilagem da Amazônia. A região tem semelhança com regiões de avanço das fronteiras, com frágil presença do Estado, estimulando diversas modalidades de ocupação, invasões, posse irregular e predatória, sem respeito ao patrimônio natural e ambiental, fonte de trabalho e vida no imediato e no futuro. Na “Amazônia Paulista”, o poder público, emaranhado em normas superpostas, ambíguas e até contrapostas, fica paralisado frente ao avanço da irresponsabilidade para com as futuras gerações e a população atual.
Na Amazônia se propõe um “congelamento do desmatamento”, nas regiões de mananciais se propõe um congelamento da ocupação desenfreada com a “invasão zero”. Como na Amazônia, a abertura de vias, equipamentos públicos empurram a fronteira da ocupação irregular, assim como, emergem debates e confrontos de interesses desde o ápice até a base da pirâmide social, como no caso do Rodoanel. Diante deste quadro só uma mobilização ampla pode sensibilizar os fatores de poder na sociedade e a opinião pública para uma efetiva estabilização de uma população regional que cresce a razão de 9% ao ano.
Lá, como aqui, o desafio imediato e cotidiano do conjunto da sociedade, dos jovens, das mulheres é gerar condições de vida digna com trabalho e renda de forma equilibrada e sustentável em base ao patrimônio ambiental local. Preservando e explorando adequadamente os recursos em condições que permitem sustentar a rede existencial da comunidade agora e no futuro.
O potencial é enorme, sem limites em vários aspectos: produção de bens e serviços da nova economia, desenvolvimento de um turismo sustentável, desenvolver um projeto de negociações de compensações nas relações estratégicas com o conjunto da metrópole, desenvolver um sistema racional de exploração da área reflorestada, do potencial de mineração. Transformar as necessidades em oportunidades. Contudo, o desafio imediato é superar os obstáculos que freiam o potencial tanto da Amazônia paulista, como da Amazônia do Norte, a carência de uma nova cultura (no sentido do cultivo das relação homem meio ambiente), de uma educação adequada, de qualificação e projetos de desenvolvimento ajustados a esta peculiar realidade. Portanto, sem o desenvolvimento de uma consciência, de uma prática e exercício da defesa da Amazônia Paulista certamente se torna difícil o paulista visualizar a defesa da Amazônia brasileira no norte.
SALVEMOS agora a Amazônia que está aqui.
(*) Subprefeito de Parelheiros, especial para o Zona Sul Notícias, julho de 2005

28 julho 2005

Subprefeitura de Parelheiros promove palestra de capacitação

A Subprefeitura de Parelheiros, através da Coordenadoria de Assistência e Desenvolvimento Social, promove neste sábado, às 10h00, a palestra "Elaboração de Projetos Sociais e Captação de Recursos".
O objetivo da palestra é fortalecer o 3° Setor local, para que o distrito de Parelheiros consiga competir no mercado de captação de recursos.
"Existem recursos, faltam bons projetos. É necessário sensibilizar as pessoas", afirma Roberta Cappellano, Coordenadora de Assistência e Desenvolvimento Social da Subprefeitura de Parelheiros.
Esta é a segunda etapa intermediária do 3° Setor na região, para apresentar projetos e propostas sociais. A idéia é capacitar as pessoas, envolvê-las, para acreditarem.
Local: Saguão da Subprefeitura de Parelheiros.
Avenida Sadamu Inoue, 5252 - Jardim dos Álamos.
Informações 5926-6500 Ramal 6731.

Diversão e Cinema com Pipoca em Parelheiros

A Subprefeitura de Parelheiros através da Coordenadoria de Assistência e Desenvolvimento Social promove neste sábado, a partir as 15h30, uma sessão de cinema infantil para diversãoe entretenimento na região.
O filme exibido "Procurando Nemo" conta a história de um pequeno peixa, que repentinamente é sequestrado do coral onde vive por um mergulhador e passa a viver em um aquário. O pai de Nemo decide partir em sua procura, tendo como sua parceria a ingênua Dory.
Além da diversão, cada criança receberá um kit de guloseimas, contendo pipoca, pururuca e doce. Também será passado um filme educativo, cujo tema é "Higiene e Limpeza Ambiental".
A sessão será gratuita e aberta ao público. Crianças têm de estar acompanhadas pelos responsáveis.

Local: Saguão da Subprefeitura de Parelheiros.
Avenida Sadamu Inoue, 5252 - Jardim dos Álamos.
Informações: 5926-6500 Ramal 6731.

12 junho 2005

PARELHEIROS: ESTRADA DE FERRO É ATRAÇÃO

Salvemos a estação Evangelista de Souza da ruína

HISTÓRICO DA LINHA

Projetada desde 1889, a Mairinque-Santos, linha que quebraria o monopólio da SPR para ligar o interior ao litoral, foi iniciada em 1929 e terminada em 1937, com a ligação das duas frentes, uma vindo de Santos e outra de Mairinque. É uma das obras ferroviárias mais reportadas por livros no Brasil. Já havia, no entanto, tráfego desde 1930 nas duas partes, e o trecho desde Santos até Samaritá havia sido adquirido em 1927 da Southern São Paulo Railway, operante desde 1913. Com o fim da Sorocabana e a criação da Fepasa, em 1971, a linha foi prolongada até Boa Vista, no fim dos anos 80 (retificação do antigo ramal de Campinas).
Houve tráfego de passageiros entre Mairinque e Santos até cerce de 1975, e mais tarde entre Embu-Guaçu e Santos, até novembro de 1997. A linha opera até hoje sob a administração da Ferroban.
A ESTAÇÃO
A estação de Evangelista de Souza, homenagem ao Barão de Mauá, foi entregue em 1935 como um edifício construído em madeira, e sua versão em alvenaria somente ficou pronta no ano seguinte. Durante o projeto, seu nome era Dúvida, nome de um rio que corre perto da estação. Acabou ganhando o nome atual. Mais tarde, em 1957, a estação passou a ser o ponto de encontro do ramal de Jurubatuba, aberto nesse ano, para ligar diretamente o centro da cidade de São Paulo a Mairinque-Santos. A estação passou, então, a ser mais parte desse ramal que de quem vinha de Mairinque, recebendo trens do subúrbio até cerca de 1980, enquanto que, vindo de Mairinque, os trens de passageiros foram suprimidos por volta de 1973.
Foi mantido, entretanto, um trem para os funcionários da Fepasa, e mais tarde, nos anos 80, foi instituído novamente o transporte de passageiros na linha, mas fazendo apenas o trecho entre Embu-Guaçu e Santos.
Em 1997, foi suspenso Embu-Guaçu-Santos para passageiros, a estação deixou de atender passageiros, se transformando em tapera. A estação tem um acesso difícil para automóvel, sendo o meio menos difícil vir de Engenheiro Marsilac; de Barragem, a estrada tem difícil trânsito, tendo melhorado um pouco recentemente.
Hoje a estação só está ativa devido a presença de um destacamento da guarda municipal com treinamento para proteção ambiental.
O DESAFIO PARA SÃO PAULO É RECUPERAR A ESTAÇÃO COMO UM PATRIMÔNIO HISTÓRICO CULTURAL. QUEM SE CANDIDATA A MOBILIZAR A SOCIEDADE, ESTE PESSOAL QUE VISITA DASLU PODERIA DEDICAR ALGO DOS SEUS EXCEDENTES???

A Região de Parelheiros e a Cultura Guarani

A região originariamente foi habitada por índios Tupis, mas foi somente no século XIX que um subgrupo guarani ali se estabeleceu, compondo hoje uma população com de cerca de 900 habitantes. Assim, a menos de 50 quilômetros aproximadamente da praça da Sé, temos duas Aldeias indígenas de referência, a Aldeia Krucutu e Morro da Saudade/Tenondé Porá. Estas Aldeias estão da região administrada pela Subprefeitura de Parelheiros e em recente reunião com o Subprefeito (foto ao lado com os dois caciques, Marcos Tupã e Timóteo e sua família) estabeleceram uma plataforma de cooperação no sentido de valorizar a cultura indígena, sua identidade e tradição como um patrimônio cultural da região e da metrópole paulista.
Para maiores informações contate o gabinete do Subprefeito (11) 5926-6501.

10 junho 2005

PARELHEIROS PATRIMÔNIO AMBIENTAL DA CIDADE DE SÃO PAULO

Parelheiros, além de uma Cratera, duas Aldeias indígenas, tem a maior reserva verde da cidade, poderíamos dizer que a Amazônia de São Paulo.

09 junho 2005

POR UMA GESTÃO SUSTENTÁVEL NA REGIÃO DE MANANCIAIS

Esboço para um marco de análise da aliança PV-PSDB em São Paulo
  • Contextualizando a gestão;
  • A gestão no marco de uma aliança;
  • O exercício do poder público com outro olhar e outra prática;
  • As relações intersetoriais em uma administração complexa;
  • As subprefeitura como expressão do pode local.
1-CONTEXTUALIZANDO A GESTÃO
No segundo turno das eleições municipais de São Paulo em 2004, o Partido Verde apoiou José Serra da coligação “Ética e Trabalho”. Ao fechar a aliança um grupo no PV tentou que a mesma se concretizasse com assinatura de 10 pontos de um programa compromisso em base às 43 propostas para governar São Paulo. Com isto se buscava uma forma diferente de formular pactos político. Este documento não foi assinado, mas, com as 43 propostas terminou sendo uma referência na ação política e na aliança. Este esboço poderá servir para uma reflexão sobre aliança de partidos diversos na administração de uma diversidade como é a metrópole paulista.
Como parece ser natural ou por carência de experiência na administração de alianças, ao concretizar-se a vitória, a negociação não seguiu um modelo ou cronograma linear, tanto que ainda se considera o processo está aberto. Os vereadores seguiram por um lado e a direção municipal por outro. A direção municipal concretizou formalizar o compromisso de gestão de uma das 31 Subprefeituras de São Paulo, Parelheiros. Esta administração de constituição recente e nos moldes clássicos do loteamento político é considerada uma Subprefeitura pobre, de periferia e sem muito atrativo. Para os verdes contudo significava defender um programa de preservação de um patrimônio ambiental para o futuro da metrópole paulista, onde vivem cerca de 13 milhões de habitantes no município e 18 na área metropolitana e se visualiza escassez de água.
Porque os verdes valorizam esta região considerada periferia pela metrópole? Certamente a região situada no sul do município e que inclui o distrito de Marsilac é frágil econômica e socialmente, distante do centro administrativo 40 quilômetros. Mas ali tem origem 30% da água da cidade. São 360 Km2, representando mais de 24% do município é portanto, estratégico para a vida. Tem algumas características ou peculiaridades pouco conhecidas pelos habitantes da cidade: a Cratera Colônia com 3,5 km2 é marco geológico produzida por meteorito faz milhões de anos, é uma das poucas regiões agrícolas do município; é a sede do maior complexo religioso da Igreja Messiânica, o Solo Sagrado, com valorização da natureza. Possui duas aldeias indígenas e foi o primeiro núcleo oficial de imigração alemã no início dos anos 1800. No campo social é um desafio, pois tem um adensamento populacional acelerado sobre os mananciais, a razão de 8% ao ano, aumentando em 86% a população de 1991 a 2000. A região está toda sob a lei de proteção de mananciais, tem uma APA (Área de Proteção Ambiental), além disso, tem uma área de proteção integral, o Parque Estadual da Serra do Mar, com remanescente de Mata Atlântica. Considerando estas peculiaridades a gestão verde assumiu um conjunto de princípios orientadores para a promoção de políticas de governo para o desenvolvimento local, para frear o adensamento com inclusão dos atuais habitantes.
  • Valorizar, Preservar e Recuperar o patrimônio ambiental para produzir água e ar de qualidade para a metrópole e uso adequados da população local.
  • Inclusão social na perspectiva da sustentabilidade em base a trabalho e renda que fortaleça a coesão social no territorial com estabilidade (economia social e solidária com cooperativismo), em base a vocação e potencialidade do patrimônio local.
  • Promover a participação intersetorial constituir e construir uma identidade local em uma visão propositiva de uso do patrimônio ambiental de forma sustentável e ao serviço do bem comum.
  • Garantir que ações do governo local sejam universalizadas e democraticamente acompanhadas de forma transparente pela população organizada, desenvolvendo um sentido de pertença.
  • Uma gestão pública com políticas de satisfação das demandas orientadas ao desenvolvimento local equilibrado sintonizando a Preservação e Proteção dos Mananciais como um patrimônio coletivo local.
2- A GESTÃO NO MARCO DE UMA ALIANÇA
O Partido Verde não ganhou a eleição, mas contribuiu com a vitória e certamente implica uma marca na gestão, tanto em Parelheiros, como na Secretaria do Verde e Meio Ambiente, embora isto não seja muito clara para uma parte dos membros do PV. É bom recordar que uma aliança é uma dinâmica não linear com “fogo amigo” e “inimigo” de maior ou menor intensidade. A hegemonia na aliança é do PSDB com suas diferenças e interesses diversificados, o PFL (com o vice prefeito), o PPS, o PDT, o PSB e outras expressões de uma base aliada ampla. A gestão em Parelheiros exige contemplar relações com 31 outras Subprefeituras, e intersetorialidade com as diversas Secretarias, coordenar diretamente com a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Esta relação implica o funcionamento dos recursos, da infra-estrutura, da sintonia com o conjunto das diretrizes da administração.
É neste contexto que a gestão verde tem o desafio de satisfazer as demandas do cotidiano e buscar um diferencial programático que aponte o exercício de uma forma diferente de fazer política, de implementar relações de qualidade não clientelista entre Estado e Sociedade Civil em uma periferia que adensa em 8% sua população ao ano, quando o crescimento populacional nacional chega a 2%. Embora o discurso seja o de inovar na política, com surpresa se escuta simplificações de que fazer a gestão é cascalhar vias.
Como acontece a direção da gestão em um órgão público? Para implementar um programa de gestão com seriedade é necessário equipe sintonizada, um time. Este time é constituído inicialmente com cargos de funções decisórias para manter a gestão funcionando adequadamente e para implementar um programa diferenciado de qualidade. Para isto o gestor dispõe para nomear, os denominados cargos de comissão ou de confiança, que são de tipo “livre provimento total”, “livre provimento condicionado a perfil”, “livre provimento de servidor”(pode nomear quem quiser desde que seja servidor e às vezes condicionado a perfil profissional). No caso de Parelheiros, sobre mais de 240 funcionários, somente 14 foram nomeados pelo Subprefeito do PV levando em consideração habilidades, experiências e critérios definidos e fundamentados. Contudo, seis de livre provimento permaneceram com indicação do PPS e administração, funcionando enquadrado nas atividades da Subprefeitura. Portanto, o PV governa Parelheiros subordinado à hegemonia no quadro geral de aliança e tem o comando no contexto local da gestão onde cede espaço a indicados da base aliada. Contudo o comando e a responsabilidade total da gestão local é da equipe verde do PV subordinada ao programa e a gestão da Prefeitura, considerando o marco programático da aliança eleitoral. São estas peculiaridades que com freqüência não são entendidas ou ignoradas, por filiados, dirigentes e vereadores que pressionam para ser atendidos as suas necessidades individuais ou grupais, os integrantes da base aliada que pressionam a administração central argumentando que a gestão do PV em Parelheiros não estáa atendendo suas demandas.
3- GESTÃO E O EXECÍCIO DO PODER COM OUTRO OLHAR E OUTRA PRÁTICA
Uma gestão diferente é exercitar uma espécie de ingenuidade consciente. Como fazer isto sem recursos financeiros, materiais e humanos, rejeitando a idéia patrimonialista de que o Estado é propriedade de quem está gerindo ou da pressão clientelista que supõe ser o Estado, pai de todos, com a obrigação de substituir o cidadão. Uma idéia força que orienta a atual gestão é utilizar o poder de convocatória do Estado para mobilizar energias e recursos da sociedade local em uma perspectiva construtiva. Por exemplo: fazer a Festa do Aniversário do bairro convidando os cidadãos integrarem uma Comissão conjunta, resgatar tradições, solicitar contribuições dentro de um programa comum, otimizar os recursos existentes. Neste contexto, uma maneira diferente de fazer a política, ou seja, de gerir a cidade é a transparência e informação como forma de pedagogia cidadã. Atender as demandas da população não no estilo clientelista e nem usar o Estado como propriedade, mas implantar critérios transparentes e racionais. Criar condições para que o servidor público dedicado contribua com sua comunidade ao constatar transparência das intenções e ações. No fundo é diminuir a distância política entre Estado e Sociedade com maior participação ancorado nos cinco princípios estratégicos que orientam a gestão sustentável. O exercício cotidiano dos instrumentos de poder de gestão vão sendo orientados para consolidar a credibilidade de uma proposta de gestão diferente, fazendo disto uma escola de consolidação de um conceito de cidadania usando o princípio da reciprocidade. Como? Quando uma Comissão de moradores traz demandas, que são analisadas em conjunto com o poder público considerando o território, harmonizada as necessidades em função das possibilidades e estabelecido um compromisso com a comunidade local com ações ligadas a qualidade de vida. Sempre assinalando e destacando que a aplicação de recursos deve ser valorizado pela comunidade e que os moradores tem de cumprir com sua parte.
A estrutura de gestão da Subprefeitura de Parelheiros é enxuta e de formação recente, foi criada em 2003. Sua estrutura administrativa de funcionamento deveria representar o conceito de descentralização administrativa na gestão da metrópole. Contudo, na prática atual a Subprefeitura tem basicamente duas áreas operacionais de atendimento de demandas: as Coordenadorias de Obras e Manutenção e a de Assistência e Desenvolvimento Social. As outras duas Coordenadorias existentes são de apoio estratégico. Planejamento que cuida do cadastro, licenciamento e fiscalização; e a administrativa financeira que atende orçamento, pessoal e suprimentos. Mais o expediente, o Gabinete diário que coordena o cotidiano, defesa civil, comunicação, etc. Neste quadro também é necessário um exercício de imaginação para efetivar uma gestão diferenciada. O setor de Saúde e de Educação não estão sob a administração da Subprefeitura, são geridos centralmente pelas respectivas Secretarias. A linha geral da gestão sobre as áreas de Saúde e Educação é a de acompanhar suas ações e equipamentos no território, mesmo sem poder de gestão. Neste sentido, a Subprefeitura recebe demandas, pressões pelos respectivos serviços e busca orientar soluções na intermediação que atenda o cidadão com qualidade.
São diversos projetos e ações em andamento que podem ilustrar um estilo de gestão. Por exemplo, a gestão de Parelheiros avaliou a partir da realidade que a mulher joga um papel importante na região e merece atenção da política pública. Concretizou junto com a Coordenadoria da Mulher e Secretaria de Participação um projeto para implantar um Centro de Cidadania da Mulher, pois a região tem maiores índices de gravidez precoce, mulher chefe de família. Está iniciando um sistema de co-gestão com a comunidade para a manutenção de vias rurais através de “Conserveiros de vias”, um programa de apoio às ONGs que protagonizam projetos sustentáveis e não só processam demandas de clientela política. Está articulando o potencial do cooperativismo para estimular um setor de economia social e promovendo condições para organização dos principais atores da economia local como efetivos interlocutores do Estado. Abre espaço para que se formulem políticas local, sem manipulação político-partidária, isto é válido tanto para fóruns, como para Conselhos.
4-AS RELAÇÕES INTERSETORIAIS EM UMA ADMINISTRAÇÃO COMPLEXA
Esta relação esta dentro da recomendação da intersetorialidade que evite suporposição de energia e recursos. A SVMA (Secretaria do Verde e do Meio Ambiente) já tem por mandato institucional, foco em Parelheiros devido a que esta região se encontra sob a Lei dos Mananciais. Embora o Secretário da SVMA não tenha sido indicação direta do PV, a executiva municipal referendou esta indicação e o Secretário foi participar na formulação das linhas programáticas do PV para governar São Paulo e por esta razão, além dos aspectos estruturais, os aspectos programáticos criaram uma sinergia entre a gestão verde de Parelheiros e a gestão SVMA no interior da gestão Serra. O Secretário além do apoio em presença em ações frente à área de risco, na funcionalidade da APA Capivari Monos (Área de Proteção Ambiental), cedeu horas profissionais parciais de quatro servidores da SVMA para contribuem com a Subprefeitura de Parelheiros.
A sintonia de programática entre a SVMA e a gestão da Subprefeitura pode ser muito positiva como referência de gestão em áreas de mananciais devido a abordagem conjunta e planejada de vários eixos temáticos como: sintonizar um planejamento de economia de escala entre a APA Capivari Monos e a Subprefeitura de Parelheiros, sintonizar projetos comuns intersetoriais na região na área de educação, fiscalização, saneamento, etc. Foram efetuadas discussões sobre saneamentos adequado a região, está se iniciando um projeto de relações intersetoriais para agricultura orgânica de inclusão social junto com a Secretaria do Trabalho, discussão sobre um marco legislativo seguro para o desenvolvimento da silvicultura na região de mananciais, de forma a gerar trabalho e renda. Criar condições para efetivar um trabalho da Guarda Civil, especializado na vigilância de mananciais. Trabalho comum para valorizar a região na agenda do conjunto da administração de forma a capitalizar o valor intangível da região. Entre outros, por estes fatos entendo importante uma reflexão mais ampla e responsável, um olhar além da subjetividade individual e do micro poder individual, a conexão positiva entre estes dois espaços de gestão dos verdes no município de São Paulo. Entendo que isto é bom para administração e para a cidade. Isto também é Ética, diferenciar entre os caminhos do que é bom e do que é negativo para a felicidade do homem na cidade independente do impacto em um ou outro indivíduo.
5-AS SUBPREFEITURA COMO EXPRESSÃO DO PODE LOCAL
Em uma metrópole como São Paulo não existe uma forma definitiva de descentralização, mas este tema deve estar permanentemente na agenda. A Subprefeitura é o espaço desta descentralização, pela experiência recente, na atual gestão este processo não está definido, no início houve uma sensível centralização e ainda antes de terminar o primeiro semestre se observa uma descentralização equilibrada. Certamente as peculiaridades e perfil de cada uma das 31 Subprefeitura em que está dividida a administração impede uma fórmula única de administração e descentralização. Entendo que as modalidade de participação construtiva constituem o caminho da descentralização e fortalecimento do poder local, sem cair na metodologia de mobilização demagógica nem na participação de pressão clientelista. Um planejamento de visão de futuro de cada região e a busca deste projeto de região pode ser a base que sustente uma descentralização realista. No contexto da aliança, a atual gestão verde de Parelheiros tem bastante liberdade para exercer uma modalidade de descentralização construtiva baseada nas linhas gerais de um plano estratégico, com um papel claro da região no contexto do futuro da metrópole paulista. Este é um tema aberto e de debate permanente e construtivo.

07 junho 2005

EX-MINISTRO DO PERU VISITA REGIÃO DE PARELHEIROS

O Ex-Ministro do Trabalho do atual governo do Peru, Fernando Villaran, visitou a região de Parelheiros nesta terça-feira (07/06).
Villaran, engenheiro industrial, especialista em políticas para micro e pequenas empresas, está no Brasil para participar no Seminário Promovido pelo Instituto Ethos de Responsabilidade Social.